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22 de fevereiro de 2011

O alzheimer e o perdão - parte II

Após alguns pedidos incessantes para continuar a história (Tilaotila esta é para ti) aqui vai a segunda e última parte desta pequena saga.

Hoje o meu melhor amigo salvou-me a vida
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Intrigado, o outro perguntou:
- Porque é que, depois de te bater, escreveste na areia, e agora, que te salvei, foste escrever na pedra?
A sorrir, o primeiro respondeu:
- Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia, onde o vento do esquecimento e do perdão se encarregam de apagar as palavras. Quando, porém, faz por nós alguma coisa de verdadeiramente nobre, ah...aí devemos gravar as palavras que o recordam na pedra da memória e do coração, onde nenhum vento do mundo as poderá apagar.
E assim se acharam reconciliados. E comeram, beberam e conversaram alegremente. Depois puseram-se a contemplar a Lua e as estrelas até o cansaço os vencer. E mergulharam, por fim, num sono profundo e retemperador.

Lenda Árabe recontada por João Pedro Mésseder, Um bosque de palavras, Porto Editora


O PERDÃO é mais uma daquelas palavras que faz muito mais sentido quando é experimentada, tal e qual muitas outras. As palavras são assim, configuram-se dentro de um corpo, ganham vida, enformam-se e engrandecem-se sempre que as usamos e desfloramos.

Esta tem um significado especial para mim. Obrigada.

Só para satisfazer alguma curiosidade alheia, o título desta mensagem só serve mesmo para chamar a atenção, mas são livres de encontrar sinapses entre ela e o assunto desta mensagem. ;)




1 comentário:

... disse...

Tilaotilia agradece, acima de tudo, a tua partilha... :)